O Google vai planejar suas férias? O que a IA no Search muda no turismo
Quem nunca passou horas — sim, horas — pulando de aba em aba tentando montar aquela viagem
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Você já imaginou pedir para o ChatGPT fazer uma pesquisa completa na internet, resumir os resultados, criar um gráfico e ainda salvar tudo em um arquivo? Pois saiba que isso já é possível. A OpenAI lançou o ChatGPT agent System Card, um documento técnico que descreve como o modelo agora pode agir de forma mais autônoma, combinando pesquisa, automação de navegador e ferramentas de código. Traduzindo: o ChatGPT está se tornando um assistente que faz coisas, não só responde perguntas.
De forma simples, um sistema agêntico significa que o ChatGPT pode executar tarefas em várias etapas sem precisar que você dê um comando a cada passo. Por exemplo: você pede “encontre receitas low carb, liste os ingredientes e crie uma tabela comparativa de calorias”. O modelo vai pesquisar, organizar os dados, usar ferramentas de código (como Python) para gerar a tabela e entregar o resultado pronto. Tudo isso dentro de uma mesma conversa, com supervisão sua.
Segundo o System Card, a OpenAI implementou salvaguardas chamadas Preparedness Framework, que garantem que o agente não faça nada fora do controle — como enviar e-mails sem permissão ou executar ações perigosas. Segurança em primeiro lugar, mas com muita utilidade prática.
Se você tem acesso ao ChatGPT Plus (ou até mesmo à versão gratuita com limitações), já pode experimentar algumas dessas capacidades. Aqui vão sugestões práticas para testar hoje mesmo:
Para quem não quer pagar, a versão gratuita do ChatGPT (com GPT-3.5) ainda permite usar o modo de navegação e algumas funções de código, mas com menos poder de processamento. Outra alternativa gratuita é o Microsoft Copilot, que também possui capacidades agênticas integradas ao Bing e ao Office.
Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. O ChatGPT agora pode, por exemplo, acessar sites em seu nome e executar código. Isso é incrível para produtividade, mas também levanta questões: e se ele interpretar errado um pedido? Ou se fizer uma compra acidental? A OpenAI já pensou nisso com o Preparedness Framework, mas cabe a nós usar com consciência. Sempre revise as saídas, não compartilhe dados sensíveis e entenda os limites de cada ferramenta.
Minha dica: comece com tarefas simples e vá aumentando a complexidade. Você vai se surpreender com o quanto o ChatGPT pode se tornar seu braço direito digital. E o melhor: tudo isso está a um clique de distância, muitas vezes de graça.
Então, que tal dar uma chance para o novo agente? Abra o ChatGPT, ative a navegação e peça algo como “Crie um cronograma de estudos para o ENEM com base no meu tempo livre”. Depois me conta o que achou!
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