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A OpenAI anunciou o lançamento do recurso Health in ChatGPT para usuários elegíveis nos Estados Unidos. A novidade permite que o assistente de inteligência artificial acesse dados de saúde do usuário, como registros médicos e informações do Apple Health, com o objetivo de oferecer respostas e recomendações mais personalizadas sobre bem-estar e cuidados com a saúde.
Na prática, o usuário autoriza a conexão entre o ChatGPT e fontes de dados de saúde — como o aplicativo Saúde do iPhone (Apple Health) e prontuários eletrônicos de hospitais ou clínicas. A partir daí, o modelo pode interpretar essas informações e responder a perguntas como: “Com base nos meus exames dos últimos meses, meu colesterol está controlado?” ou “Quantos passos devo dar por dia considerando meu histórico cardíaco?”. A ideia é transformar dados brutos em conselhos práticos, sempre dentro de um contexto seguro.
Segundo a empresa, o recurso foi desenvolvido com foco em privacidade e segurança. Os dados de saúde são criptografados e não são usados para treinar os modelos da OpenAI. O usuário mantém controle total sobre quais informações compartilha e pode revogar o acesso a qualquer momento. Além disso, a ferramenta segue as regras de proteção de dados dos EUA, como a HIPAA (Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde), que regula o uso de informações médicas.
Por enquanto, o Health in ChatGPT está disponível apenas para usuários nos Estados Unidos que possuem uma conta paga do ChatGPT (Plus, Team ou Enterprise). A OpenAI não divulgou previsão de expansão para outros países. A iniciativa faz parte de um movimento maior da empresa de tornar o assistente mais útil em áreas sensíveis como saúde, educação e finanças, sempre com a promessa de transparência e responsabilidade.
Especialistas ressaltam que a ferramenta pode ser útil para quem já monitora a saúde com dispositivos como o Apple Watch ou tem acesso a prontuários digitais. No entanto, alertam que as respostas do ChatGPT não substituem a avaliação de um médico — são apenas um complemento para ajudar o usuário a entender melhor seus próprios dados. A OpenAI deixa claro que o recurso não é um diagnóstico ou tratamento médico.
Com essa novidade, a inteligência artificial dá mais um passo para se integrar ao dia a dia das pessoas. Mas fica a pergunta: até que ponto estamos confortáveis em compartilhar dados tão íntimos com uma máquina? A resposta pode depender de quão confiáveis e seguras forem as promessas de privacidade.
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