Sua saúde está em um servidor? O preço da inteligência artificial
Imagine que você está no hospital, passando mal, e o sistema de IA que analisa
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A OpenAI, empresa de pesquisa em inteligência artificial, anunciou no dia 14 de março de 2023 o lançamento do GPT-4, a versão mais recente do modelo de linguagem que alimenta o ChatGPT. A novidade promete turbinar a capacidade de gerar, editar e interagir com textos em tarefas criativas e técnicas, como compor letras de música, escrever roteiros de filmes ou até mesmo aprender o jeito de escrever de cada usuário.
Para quem não está familiarizado, o GPT (sigla para Generative Pre-trained Transformer) é um sistema de IA treinado com bilhões de textos da internet. Ele funciona como um assistente virtual superpoderoso: você faz uma pergunta ou dá um comando, e ele responde com frases coerentes e relevantes. Até então, a versão anterior, o GPT-3.5, já impressionava, mas o GPT-4 dá um salto significativo.
A principal diferença está na capacidade de lidar com tarefas mais complexas e longas. Enquanto o GPT-3.5 processava textos de até 8 mil palavras, o GPT-4 consegue trabalhar com mais de 25 mil palavras de uma só vez — o equivalente a um livro inteiro. Isso significa que ele pode ler um documento grande, resumir, analisar ou até responder perguntas sobre ele.
Outro avanço é na criatividade. O GPT-4 foi treinado para entender estilos de escrita. Se você pedir que ele escreva um poema no estilo de Fernando Pessoa ou uma carta de amor no tom de uma telenovela, ele consegue imitar com precisão. Isso abre portas para escritores, roteiristas e compositores que podem usar a ferramenta como um parceiro brainstorming.
Além disso, o novo modelo é mais seguro. A OpenAI afirma que o GPT-4 tem 82% menos chances de gerar respostas consideradas inadequadas ou perigosas do que a versão anterior. Também é melhor em seguir instruções específicas, evitando desvios.
O GPT-4 já está disponível para usuários do ChatGPT Plus (versão paga, por US$ 20/mês) e também para desenvolvedores, que podem integrá-lo em aplicativos próprios. Para usar, basta acessar o chat.openai.com e — se for assinante — selecionar o modelo GPT-4 nas configurações.
Exemplos práticos:
Mas será que uma máquina realmente consegue entender o que é criatividade? A OpenAI admite que o GPT-4 ainda comete erros, principalmente em fatos recentes ou em raciocínios lógicos complexos. Por isso, a dica é sempre revisar o que ele produz.
O anúncio do GPT-4 mostra que a inteligência artificial está ficando mais incorporada ao nosso cotidiano. Não se trata mais de uma ferramenta apenas para programadores ou cientistas: qualquer pessoa com acesso à internet pode usar o ChatGPT para simplificar tarefas, aprender algo novo ou se divertir.
A pergunta que fica é: até que ponto vamos delegar criações humanas a máquinas? O equilíbrio entre usar a tecnologia como aliada e manter o toque humano é um debate que promete se intensificar. Por enquanto, o GPT-4 é mais um passo nessa jornada fascinante.
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