O Google vai planejar suas férias? O que a IA no Search muda no turismo
Quem nunca passou horas — sim, horas — pulando de aba em aba tentando montar aquela viagem
Inteligência Artificial: notícias, análises e o futuro da tecnologia
Você já deve ter sentido aquela sensação estranha ao rolar o feed do LinkedIn e dar de cara com um post que parece mais robô do que gente. Textos genéricos cheios de frases como "Fico feliz em compartilhar que..." ou "Neste mundo em constante evolução..." — e que no fundo não dizem nada. Pois é, a própria plataforma percebeu o problema e, no fim de julho, lançou um botão inusitado: “Parece lixo de IA” (em inglês, “Seems like AI slop”). E o mais impressionante: em apenas algumas semanas, mais de 1 milhão de pessoas já clicaram nele.
A ideia é simples: ao lado de cada postagem, no menu de três pontos, você encontra essa opção para sinalizar conteúdos que parecem ter sido gerados por inteligência artificial de forma descuidada, sem valor real. O diretor de produtos do LinkedIn, Hari Srinivasan, anunciou a novidade com um tom até bem-humorado, mas o recado é sério: a plataforma quer combater a poluição de conteúdo artificial que não agrega nada à vida profissional de ninguém.
Se você usa o LinkedIn para networking, buscar oportunidades ou aprender com profissionais da sua área, já deve ter notado o aumento de posts estranhos. Gente que nunca viu falar de um assunto de repente publica textos longos e genéricos sobre liderança, inovação ou bem-estar no trabalho — mas que poderiam ter sido escritos por qualquer robô.
Imagine que você está procurando dicas reais de carreira e se depara com um post intitulado “5 maneiras de ser mais produtivo”. O texto diz coisas como “A produtividade é chave para o sucesso” e “Organize seu tempo e alcance seus objetivos”. Frases óbvias, sem nenhum exemplo concreto, sem vivência pessoal. É frustrante, né? Esse tipo de conteúdo toma espaço no feed e dificulta encontrar o que realmente importa: histórias verdadeiras, aprendizados com erros, dicas de quem viveu na pele.
O botão “Parece lixo de IA” funciona como um filtro colaborativo. Cada vez que alguém clica, o LinkedIn entende melhor o que os usuários consideram conteúdo artificial de baixa qualidade. A ideia é que, com o tempo, o algoritmo aprenda a mostrar menos desses posts e dar mais destaque para publicações autênticas.
Vamos deixar mais claro: você não deve usar o botão contra qualquer conteúdo gerado por IA. Muita gente usa inteligência artificial para escrever melhor — revisar um texto, organizar ideias, sugerir parágrafos. Isso é diferente de gerar conteúdo inteiro sem nenhum toque humano e postar como se fosse seu.
Use o botão quando perceber:
O fato de mais de 1 milhão de pessoas já terem usado o botão mostra que o incômodo é real e compartilhado. Ninguém quer perder tempo com conteúdo vazio, especialmente em uma rede profissional onde o tempo é dinheiro. A iniciativa do LinkedIn é um passo importante para tentar resgatar a confiança nas interações.
Mas será que funciona? A grande questão é que a IA também pode ser usada para criar conteúdo de alta qualidade — quando combinada com curadoria humana. O problema não é a ferramenta, mas o uso irresponsável. A plataforma vai precisar equilibrar a filtragem sem censurar usos legítimos da tecnologia.
Se ainda não experimentou, na próxima vez que ver um post estranho no seu feed, clique nos três pontinhos e selecione “Parece lixo de IA”. Você estará ajudando a treinar o algoritmo para tornar o LinkedIn um lugar mais útil para todos. Mas também vale uma reflexão: antes de postar, pergunte a si mesmo se o seu conteúdo tem valor real ou se é só mais um eco de inteligência artificial. Afinal, autenticidade ainda é o que mais importa nas conexões profissionais.
O LinkedIn está ouvindo os usuários, e isso é um bom sinal. Resta saber se a medida será suficiente para conter a enxurrada de conteúdo artificial. Enquanto isso, o botão “Parece lixo de IA” está aí, na palma da sua mão, esperando ser usado com responsabilidade.
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