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Inteligência Artificial: notícias, análises e o futuro da tecnologia
Você já parou para perguntar a uma criança o que ela acha da inteligência artificial? Se a resposta for não, você não está sozinho. A maioria de nós, adultos, está tão ocupada tentando entender o que é IA, como funciona e se vai roubar nossos empregos, que esquecemos de ouvir quem está crescendo com ela – os pequenos.
Um artigo recente, que ouviu crianças falarem sobre IA, esperava descobrir dois tipos de reação: algumas usando a tecnologia para 'trapacear' (como os jovens de antigamente usavam as famosas 'colas' ou calculadoras programáveis) e outras, mais inspiradoras, aplicando a IA de forma criativa. Mas o texto, infelizmente, ficou incompleto – e isso me fez pensar: será que estamos prontos para ouvir o que eles têm a dizer?
Vamos ser honestos: quando a gente pensa em criança + IA, a primeira imagem que vem à mente é um aluno usando o ChatGPT para fazer a lição de casa. E, sim, isso acontece. Mas será que é só isso? A geração que nasceu com smartphones na mão e assistentes de voz em casa enxerga a IA de um jeito muito diferente do nosso. Para eles, a tecnologia não é uma novidade – é parte do cenário, como a eletricidade ou a internet.
Imagina uma menina de 10 anos que pede para a Alexa tocar a música favorita, depois usa um filtro de IA para virar um personagem de desenho animado no TikTok e, mais tarde, pergunta ao ChatGPT como fazer um vulcão de bicarbonato para a feira de ciências. Para ela, isso não é 'inteligência artificial' – é só 'o jeito que as coisas funcionam'. E aí mora o perigo e a oportunidade.
O artigo que inspirou esta reflexão esperava encontrar exemplos de 'trapaça', como os CliffsNotes (resumos de livros que os alunos usavam para não ler a obra completa) ou as calculadoras programáveis que faziam contas no lugar do estudante. Mas a verdade é que a IA vai muito além disso. Uma criança pode usar um gerador de imagens para criar o cenário do seu conto de fadas favorito, ou um chatbot para treinar uma conversa em inglês. Isso é trapaça ou é uma nova forma de aprender?
Provocador, não? A linha entre o 'certo' e o 'errado' ficou cinza. E se a gente, em vez de proibir, ensinasse as crianças a usar a IA com responsabilidade? Afinal, a calculadora não acabou com a matemática – ela só mudou a forma como a gente faz contas. Talvez a IA faça o mesmo com a criatividade e o aprendizado.
Aqui vai a reflexão que prometi: se as crianças estão crescendo vendo a IA como uma ferramenta normal, o que acontece quando elas se tornarem adultas? Será que vão usar a tecnologia para resolver problemas complexos – como crises climáticas ou doenças – ou vão simplesmente terceirizar todo o pensamento crítico para uma máquina?
Eu não tenho a resposta. Mas acho que a pergunta certa não é 'a IA é boa ou ruim?', e sim 'como vamos educar as próximas gerações para conviver com ela?'. Porque, querendo ou não, a inteligência artificial já está na sala de aula, no quarto, no brinquedo. E se a gente não ensinar as crianças a usar a cabeça – e a IA –, quem vai garantir que elas não vão virar robôs no lugar de humanos?
No fim das contas, o que as crianças pensam sobre IA é um espelho do que nós, adultos, estamos fazendo com ela. Se a gente só vê trapaça e preguiça, talvez seja porque estamos projetando nossos próprios medos. Mas se a gente abrir os olhos para a criatividade e a inovação, quem sabe a gente não descobre que o futuro, com elas, pode ser mais interessante do que imaginamos.
E você? Já perguntou para uma criança o que ela acha da IA? Pode ser que a resposta te surpreenda.
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