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OpenAI 31 de Julho de 2026

OpenAI bane contas do Irã que usavam IA para influenciar eleições

OpenAI bane contas do Irã que usavam IA para influenciar eleições

Imagine que você está rolando o feed do Instagram e encontra um texto emocionante defendendo um candidato. Parece genuíno, mas foi escrito por uma inteligência artificial, a mando de um governo estrangeiro. Pois foi exatamente esse tipo de esquema que a OpenAI — empresa criadora do ChatGPT — derrubou recentemente.

A companhia baniu contas ligadas à operação batizada de STORM-2035, provavelmente orquestrada pelo Irã. O nome “recidivist” (reincidente, em português) já entrega: não é a primeira vez que essa rede tenta usar IA para plantar conteúdo político falso. Desta vez, os alvos foram eleições e debates nos Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda e Venezuela.

Mas o que exatamente essas contas faziam? Elas geravam textos, comentários e até artigos com tom político, usando modelos de linguagem para simular argumentos reais. O objetivo era influenciar a opinião pública, criar divisão e, claro, beneficiar um lado específico — tudo sem que o leitor desconfiasse que aquilo não passava de um robô disfarçado.

A OpenAI detectou o padrão e agiu rapidamente: removeu as contas, bloqueou o acesso e informou as autoridades. A empresa tem políticas rígidas contra uso político de suas ferramentas, mas o caso mostra que a fiscalização ainda é um jogo de gato e rato.

O que isso significa para o futuro?

A operação STORM-2035 levanta uma questão incômoda: se uma empresa consegue identificar esse tipo de atividade, quantas outras passam despercebidas? A IA barateou a produção de conteúdo. Hoje, qualquer grupo com acesso a essas ferramentas pode gerar milhares de textos em minutos, com custo quase zero e sem precisar de equipes humanas.

Pior: a tecnologia está cada vez mais difícil de distinguir da escrita humana. Um estudo da Universidade de Cornell mostrou que pessoas comuns acertam apenas 50% das vezes quando tentam identificar textos de IA. Ou seja, é praticamente um chute.

E você, já parou para pensar se aquela notícia que te emocionou foi escrita por uma máquina?

No futuro, a desinformação pode se tornar tão integrada ao nosso cotidiano que duvidaremos de tudo — inclusive de informações verdadeiras. Isso é o que especialistas chamam de “apocalipse epistêmico”: a morte da confiança na informação pública.

Mas não é só desespero. Casos como o STORM-2035 mostram que empresas de IA estão se mobilizando para criar barreiras — como sistemas de detecção de texto artificial, marcas d’água digitais e treinamento para reconhecer padrões suspeitos. Governos também começam a discutir regulamentações, embora ainda lentamente.

O que você pode fazer?

Enquanto as plataformas e as leis não se atualizam, o melhor antídoto é o senso crítico. Desconfie de conteúdos muito polêmicos, verifique fontes, busque múltiplos ângulos. A IA pode escrever textos bonitos, mas ainda não sente medo, esperança ou raiva — e é justamente a emoção que os manipuladores querem despertar em você.

A STORM-2035 passou, mas outras tempestades vêm aí. A pergunta que fica é: estamos prontos para separar o que é máquina do que é humano? Ou vamos deixar que algoritmos decidam no que acreditar?


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OpenAI desinformação Irã

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