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OpenAI 20 de Julho de 2026

OpenAI lança o1: novo modelo de IA que 'pensa antes de responder'

OpenAI lança o1: novo modelo de IA que 'pensa antes de responder'

A OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, anunciou nesta quinta-feira (12) o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, chamado o1. Diferente dos modelos anteriores, como o GPT-4, o o1 é treinado para raciocinar antes de responder — ou seja, ele quebra problemas complexos em etapas, como um humano faria, e só então entrega a resposta final.

O anúncio foi feito pelo CEO Sam Altman durante um evento online. 'O o1 representa um salto na capacidade de raciocínio das máquinas', disse Altman. 'Ele não apenas chuta uma resposta — ele pensa, verifica e aprende com os próprios erros durante o processo.'

O que o o1 faz de diferente?

Modelos anteriores, como o GPT-4, geram respostas prevendo a próxima palavra em uma sequência. Isso funciona bem para textos comuns, mas falha em tarefas que exigem lógica, como resolver problemas avançados de matemática ou programar um algoritmo complexo. O o1, por outro lado, usa um método chamado cadeia de pensamento (chain-of-thought, em inglês). Em vez de sair respondendo, ele gera uma série de raciocínios internos antes de dar a resposta final.

Por exemplo: se você perguntar 'Qual é a área de um círculo de raio 5 cm?', o modelo antigo poderia errar ao confundir a fórmula. O o1, em vez disso, primeiro lembra a fórmula (πr²), depois calcula o passo (3,14 × 25) e só então responde '78,5 cm²'. Ele também pode explicar cada etapa se solicitado.

Desempenho em testes

A OpenAI divulgou que o o1 obteve resultados impressionantes em benchmarks. Em um teste de matemática para olimpíadas (AIME), o modelo acertou 83% das questões, contra 12% do GPT-4. Em programação (Codeforces), ele ficou no top 11% dos competidores humanos. Já em ciências (GPQA), superou especialistas humanos em física, química e biologia.

No entanto, a empresa alerta que o modelo é mais lento e caro que o GPT-4. Cada resposta pode levar dezenas de segundos, e o custo por token é cerca de 3 a 4 vezes maior. Por isso, no lançamento, o o1 estará disponível apenas para usuários do ChatGPT Plus (plano pago) e para desenvolvedores via API, com limite de 30 mensagens por semana.

Como usar o o1?

Para quem tem o ChatGPT Plus, o modelo aparecerá como uma opção no menu. Ao selecionar 'o1', o usuário pode fazer perguntas complexas, como 'Resolva essa equação diferencial' ou 'Explique a teoria da relatividade para uma criança de 10 anos'. O modelo demora mais para responder, mas a qualidade é maior.

Para desenvolvedores, a API já está disponível, mas com preços mais altos: US$ 15 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 60 por 1 milhão de tokens de saída (cerca de 750 mil palavras).

O que isso significa para o futuro?

O o1 mostra que a IA está evoluindo de um 'papagaio estatístico' para um sistema que realmente pensa. Mas será que isso é suficiente? Especialistas apontam que o modelo ainda comete erros em tarefas cotidianas, como interpretar ironia ou dar conselhos de senso comum. Além disso, a demora e o custo limitam seu uso prático.

Uma questão que fica é: se a IA agora 'pensa', ela também pode ser enganada mais facilmente? A OpenAI diz que implementou salvaguardas, mas a comunidade de segurança ainda está analisando.

O lançamento do o1 marca um passo importante, mas não o fim da jornada. Como o próprio Altman disse: 'Ainda estamos nos primeiros dias da inteligência artificial.'


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