30 anos de GTA: o que os primeiros jogos ensinaram ao GTA 6?
Trinta anos atrás, um jogo chamado Grand Theft Auto chegava às lojas causando polêmica — e
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Trinta anos atrás, um jogo chamado Grand Theft Auto chegava às lojas causando polêmica — e mudando para sempre a indústria dos videogames. Hoje, com o aguardado GTA 6 se aproximando, muitos se perguntam: o que o novo capítulo aprendeu com os primeiros títulos da série?
A resposta, segundo uma análise aprofundada do canal Operação GTA, é simples: quase tudo. Dos pixels 2D ao fotorrealismo, a Rockstar Games construiu uma fórmula que mistura liberdade, caos e narrativa — mas as sementes desse sucesso já estavam fincadas nos anos 90.
O GTA original, lançado em 1997 para PC e PlayStation, era visto de cima. As ruas eram blocos coloridos, os carros pareciam caixas e os personagens, pontinhos. Mas a essência já estava lá: o jogador podia ir para qualquer lugar, roubar veículos, aceitar missões ou simplesmente causar o caos.
“O GTA 1 não se levava tão a sério, mas já entendia que o jogador queria liberdade”, destaca o vídeo. O game também introduziu rádios tocando músicas licenciadas e um sistema de notoriedade — precursores do que viria a ser o sistema de procurado.
Dois anos depois, o GTA 2 refinou a fórmula. Cenários noturnos, gangues rivais e um sistema de missões ramificadas — você podia trabalhar para uma facção ou traí-la. A Rockstar já experimentava algo que seria crucial em futuros títulos: a sensação de que suas ações moldavam o mundo ao redor.
“Cada escolha afetava sua reputação. Em GTA 2, você já sentia o peso das consequências”, explica o criador de conteúdo.
Com GTA III (2001), a série deu o grande salto: câmera em terceira pessoa, cidade tridimensional e uma narrativa cinematográfica. Mas sem os experimentos anteriores, esse salto não teria sido tão sólido. A Rockstar soube aproveitar a base de liberdade e escolha dos primeiros títulos e transportá-la para um novo patamar técnico.
Os jogos seguintes (Vice City, San Andreas) expandiram a ideia de um mundo que reage ao jogador — desde o humor das rádios até as transformações físicas do protagonista.
Com base no trailer e nas informações disponíveis, o novo game parece resgatar a essência caótica e imprevisível dos primeiros títulos. A Rockstar promete um mapa ainda mais dinâmico, com interações entre personagens e ambientes que lembram a liberdade (e o absurdo) dos clássicos de 2D.
“GTA 6 traz de volta a sensação de que tudo pode acontecer, a qualquer momento”, comenta o apresentador. “Os primeiros jogos não tinham medo de ser bobos. E isso parece estar de volta.”
Além disso, a Rockstar está apostando em duas histórias paralelas com protagonistas (Jason e Lucia), algo que ecoa as escolhas ramificadas de GTA 2. A diferença é que, agora, a tecnologia permite um nível de imersão nunca visto.
Três décadas separam o GTA original do sexto título oficial. Nesse período, a Rockstar nunca deixou de olhar para trás — não para copiar, mas para entender o que funcionou. O que o GTA 6 aprendeu com os primeiros jogos? Que liberdade não é só sobre espaço, mas sobre possibilidades.
E você, já jogou os primeiros GTA? Acha que a série perdeu ou ganhou com o realismo? Deixe sua opinião nos comentários.
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